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Guardo no
peito apertado,oprimido, ameaço de um grito, mudo lamento, grande
tormento, engasgado, apagando dos meus lábios,
sorrisos... disformes se tornam esgar, escárnio máscara do
luto morte dos sonhos profundos.
Guardo na mente dores
frementes causadas por traições frequentes enfraquecendo
vontade tolhendo liberdade expurgando a paixão apagando o
brilho sentido do coração.
Nessa cadência tudo se apaga, dor se
acalma o mar bravio aquieta-se, trêmula, no fundo d'alma brame
indolente em total apatia tempo de espera, compasso lento, pelo
esquecimento negligente, ocioso, recomeçar de novo.
Tânia
Regina SP 11/02/2005
Escrito por Tânia Regina às 05h39
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Ausente de alma

Ausente de Alma
Nesse mundo de embates
de rigores e maldades
não quero perversidade
quero amor em igualdade.
Viver plenamente
liberar meu coração.
vivendo na diferença
foradalei serei
e as verdades desconexas
que foram imputadas
serão desmascaradas
nesse novo eu
ausente de alma.
Serei foradalei
e ser foradalei
não é pisar na grama
nem machucar ninguém
não é apanhar uma flor
em um jardim público
é muito mais
ser foradalei é ir além,
além do bem e do mal,
dos valores estipulados
é entrega, é AMAR
ser foradalei é sentar
na praia á beira-mar
sem tempo pra aprecia-la
nem ter céu, nem ter estrelas
mas fazer parte celestial deles
estar em comunhão com o cosmo.
é olhar para a estrela guia
e navegar junto a ela,
pela imensidão do universo
iluminando almas perdidas
sendo companheira e companhia
é compôr a poesia
mesmo que os versos não tenham rima
mas estar nas entrelinhas
como um sorriso maroto
disfarçado, sem engodo
sutilmente induzido
a presença constante
do verbo AMAR.
Tânia Regina
12/02/2005
Escrito por Tânia Regina às 05h30
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